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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Sonhei com você de novo...
Sempre que sonho com você acordo assim... Estranha...
Acho que estou com saudade.
Sei que estou com saudade.
Mas ninguém vai ficar sabendo.

Minha paciência acordou pouca também. Acho que quero te ver...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

sentido há na alma o que reflete de nossa vida, nossa busca e nossa falta. falta do que sentir... ou sentir demais a falta...


a falta do que fazer, a falta do que sentir, a falta do que viver.


sentido do sentir e ser. ouvir. tocar.

amar...



amar quem a gente ama já não faz tanto sentido.


querer... mas eu quero tanta coisa.

quero agora, sinto falta até da fumaça do seu cigarro.


será que você sabe? talvez nunca irá saber...

essa verdade (?) é só minha e ninguém vai me tirar, talvez você, talvez um dia.
mas hoje não, quero sonhar e olhar pro nada, imaginar seu rosto e seu beijo e dormir pensando no que viria a ser se você soubesse. ou o que não seria.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

"A mágoa que alvoroça nosso peito é tão pura, tão santa, tão nossa, que se esconde aos demais.”¹

Ele não me abraçou, nunca mais... Nem no dia em que ele me disse adeus... E o que mais sinto falta é daquele abraço que encaixava no meu assim, apertado, seguro.
Acho que sinto falta de me sentir seguro ao lado dele. Aquele olhar me passava uma tranqüilidade... Ah! Como eu amo lembrar daquele olhar!
Mas ele foi tirado de mim... Não posso mais me perder e me encontrar naquele olhar.
Não o vi mais... Às vezes eu refazia passos antigos na intenção de talvez trombar com ele... Coisas assim... Nunca encontrei. De um dia pro outro ele havia evaporado.
Pode coisa assim?
Não sei... Talvez eu tenha esquecido como era seu rosto, ou talvez sempre tenha visto de outra forma.
Será que aquele olhar, outro dia, era o dele?
Passou por mim, vi com o canto dos olhos... Pareceu-me familiar... Mas estava um pouco diferente.
Não, não pode ter sido. Meu amor não tinha aquele olhar...

Nem eu tinha esse semblante...

Mas que importa agora... Acho que esqueci o cheiro dele...
A cor dos olhos... Esqueci a cor da pele, esqueci?
Ele era moreno, não! Que importa?
Ele gostava de cavalos... Isso eu lembro!
Ele apostava nas corridas!
Os cavalos correm atrás de coelho? Eu lembro de um coelho...
Não! São os cachorros! Isso ele gostava de cachorros. Quando morávamos junto sempre quisemos ter um cachorro.
Eu não gostava da idéia, mas ele me convenceu. Um labrador!
Ou era uma raça menor? Que importa? Teríamos um cachorro.

Ele amava bala delícia, não posso passar na feira que me lembro dele. Bala delícia recheada com coco. Não! Era morango, geléia de morango!
Ah! Fico feliz de lembrar disso. Me faz pensar que éramos perfeitos...

O bom das lembranças é que podemos simplesmente pular as brigas, os dramas. A vez que ele foi dormir na casa da tia. Não lembro o motivo da briga...
Talvez fosse meu ex, ou a toalha molhada dele jogada em cima da cama...
Uma vez eu dormi na porta...
Ele não queria sair e eu fui sem ele... Como ele ficou chateado! Me trancou pra fora. Mas também eu tinha chegado tão bêbado que de longe já se sentia o bafo.
Mas eu o amava...
As vezes penso que ainda amo...
Mas eu esqueci o tom da sua voz, a forma que ele andava.
Quis esquecer... Assim a falta que o abraço dele me faz diminuiria...
Mas não, agora além da falta do abraço, sinto falta do seu rosto, do seu cheiro e mais que tudo da sua presença e de como eu me sentia perto dele.

Já fazem sete anos agora, acho que fui feliz, muito, ao lado dele.
Espero que esteja bem...

Mas aquele abraço... Ai! Como sinto falta!
Sabia que nunca mais nos abraçamos? Nem no dia em que ele me disse adeus...

¹[Menotti Del Picchia]

domingo, 23 de novembro de 2008

"Saudade vê se suicida."

Perdida... Nos galhos emaranhados da minha cabeça, na loucura do meu dia-a-dia, no passado que me persegue, na insegurança dos meus pés, na dor da repetição, na ânsia do futuro, em mim...

domingo, 16 de novembro de 2008

Contradição I

Como posso viver com toda essa contradição, escolhas, acertos e erros.
Não dá pra voltar atrás, e se voltasse como saber que não faria tudo exatamente igual.

A crueldade do coração partido. A dor de partir um coração.

O peso das coisas.

A falta da presença, a presença dessa cor. Aquela cor que eu gosto e que falta.
E que some e que dói.

Volta e repete e explica que não há explicação, não há recurso nem re-consideração.
Consideração. Que consideração é essa que esquece, ignora?

Que passa por quem tanto ama e não vê? Que finge que não escuta o chamado, que não quer chamar?

Esse amor... Meu amor quer um amor pra chamar de meu. Quer uma mulher pra chamar de minha.
Meu amor “possessivo” não serve pra amar seu amor livre. Não encaixa.

Gasto meu tempo pra ver se o tempo passa e que mude.
“Deixei a vida passar...”

Ultimamente tenho sido irracional e cruel, conscientemente.
Tenho ciência pra saber que minhas ações mais recentes são calculadas. São visando atrapalhar, são defesas que uso sem que me ataquem.

Posso imaginar que, inconscientemente, eu possa ter sido assim, tentando defender o que (não) era meu.

Busco pelos cantos o que não quero encontrar. Olho pros lados tentando não ver.

Quem sou eu pra julgar os outros, quando não sou juíza nem de mim.

Eu quero é entender. E ter paciência pra esperar por respostas que se escondem. Elas têm hora certa pra se mostrar. Cedo ou tarde demais. Ou no tempo certo. Ou nunca. Ou quando fôr.

Quero deixar de cantar ‘espero’, quero fazer algo da vida enquanto o tempo passa, pra poder aprender alguma coisa. Pra poder viver e não passar pela vida.

Quero deixar de ser vingativa, quero parar de picuínha, quero tanta coisa e tão pouco.

Quero poder ser eu, assim, defeituosa. E não errar tão sério.
Queria acreditar que nunca houve amor. Ficaria mais fácil. Mas tentar ignorar algo que faz parte da minha história, dói mais ainda.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

palavra que não traduz nem explica
não entende não enfeita
palavra morta que sentia
palavra caída no vão da lembrança que espera um dia ser ouvida
palavra apenas
palavras pequenas
palavras momentos...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Perguntas

Se eu fôr você vai lembrar de mim?
Você vai lembrar do meu rosto?
Do meu cheiro?
De como já te fiz sentir?

Vai ficar feliz com as lembranças?
Vai me querer por perto?
Vai me ligar?

Se você fôr, ainda vai lembrar meu nome? Do meu olhar quando te via? Meu sorriso quando de chamava? E o maior sorriso quando você ouvia?

Ainda vai cantar velhas canções?
Lembrar daquela tarde em que dançamos na chuva? Do gosto da chuva?
Da cor do céu na manhã observando nuvens?
Na vergonha com a primeira vez que dissemos 'te amo'?
Ainda vai amar?

É possível esquecer?
Quando nos amamos foi eterno. Será eterno depois se não nos vermos mais?

Guardo tua foto na carteira, teu sorriso na estante da minha carteira.
Me leva aonde fôr?

sábado, 26 de julho de 2008

Se as vezes o não dito, fosse... Essas tantas palavras que se escondem e não querem sair e não se deixam sair e ficam presas e machucam e cortam e metem medo...

Fazem mal... Todo mal... É pelo não dito... Aos que passaram, aos que estão, aos que podem um dia vir... Ou ficar.

Essa frustração... Culpa das milhares de coisas que quase foram ditas mas se seguraram por medo. Pelos incômodos que se calaram. Pelas mil e uma brigas evitadas por não querer argumentar.
Por isso... Por mais...
Por tudo.

Ah! Se tudo fosse dito! Se entendessem o porque do ser arredia. Essa proteção que não proteje e só esconde. Talvez as cores voltassem e o medo fosse embora. E o reflexo no espelho sorrisse mais uma vez.
Paçoca
Bala chita de menta
Miojo com tomates e queijo
Estrada e estrelas
Nutela
Licor de chocolate branco
Velas
Tatoo e piercing
Viaduto de Santa Tereza
O ARCO!...
T&S
Canto
TM
Cordel
"Aqueles Dois"
"Acontece"
Nuvens e seus desenhos
Sonhar
Escrever


Ela pensa nisso sempre que se lembra de alguém. O espelho reflete o mesmo rosto, mas algo difere de antes. O pensar? O medo? O viver?
"Existe uma porta mágica que me leve daqui até você?" E sonha...
A garota chora olhando pro céu... Ela procura por uma constelação, mas as suas lágrimas não a deixam ver as estrelas.
Ela porcura uma resposta.
Não sabe por que ainda a procura. Por que percorre as mesmas ruas, agora já tão conhecidas, tão iguais.mas nada é mais como era. Tudo mudou, as pessoas, as ruas, ela mesma. As únicas coisas que não mudaram foram as lembranças, e elas são as coisas mais físicas as quais ela se apega. E afunda.
"Queria crer que vc nunca havia me amado, talvez assim fosse mais fácil te esquecer..." Esquecer? Não acho que seja possível... Não assim, não de repente. Talvez nem nunca. Não sei nem se quer esquecer... Já que se apega tanto as lembranças do que passou...
Na rua uma poça reflete o brilho das estrelas. A menina se olha e não se vê.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

ela digita rápido, escreve aleatoriedades pra tentar se entender. olha de lado, vê seu reflexo no pesado espelho. ele não costumava ficar ali, mas parece ter se encaixado bem ao lugar.
seu olhar é tão pesado quanto o velho espelho. seus olhos estão cheios de lágrimas e ela não sabe porque chora. talvez porque não tenha motivos. talvez por que tenha. talvez só por chorar. quando a gente nunca chora, desaprende o valor do sorriso. ela volta a se olhar, são tantas marcas, tanta vida. são retratos do que passou. ela se reconhece em cada ponto do seu rosto, em cada marca molhada, quente, a pouco tempo deixada.... ha muito tempo criada. e chora. mira sua imagem, novamente, e não se vê. vê marcas, lágrimas, esboços. nada e tudo, ao mesmo tempo. uma imagem opaca de seus próprios sentidos.

versão. Obrigada.
ela digita rápido, escreve aleatoriedades pra tentar se entender. olha de lado, vê seu reflexo no pesado espelho. ele não costumava ficar ali, mas parece ter se encaixado bem ao lugar. seu olhar é tão pesado quanto o velho espelho. seus olhos estão cheios de lágrimas e ela não sabe porque chora. talvez porque não tenha motivos. talvez por que tenha. talvez só por chorar. quando a gente nunca chora, desaprende o valor do sorriso. ela volta a se olhar, são tantas marcas, tanta vida. são retratos do que passou. ela se reconhece em cada ponto do seu rosto, e chora. as lágrimas vão tomando todo espaço até que ela não se vê mais. fica tudo embaçado.
O quarto era frio e pequeno. O espelho, de frente da janela, refletia a pouca luz que entrava por todo o quarto.
Na cama alguém se preparava para levantar.
No criado-mudo um relógio de corda, um livro, um cinzeiro. Cheio.
Na rua barulhos dos que mal esperavam o amanhecer para trabalhar.
Algumas crianças já se caminhavam para a escola.
Ele se levanta, já de cigarro aceso na mão.
Passa de frente ao espelho, nunca para, mas hoje vê-se essa súbta vontade. Se vira, se encara.
Nada.
Talvez seja a fumaça do cigarro, mas ele não consegue se ver.