sábado, 26 de julho de 2008

Se as vezes o não dito, fosse... Essas tantas palavras que se escondem e não querem sair e não se deixam sair e ficam presas e machucam e cortam e metem medo...

Fazem mal... Todo mal... É pelo não dito... Aos que passaram, aos que estão, aos que podem um dia vir... Ou ficar.

Essa frustração... Culpa das milhares de coisas que quase foram ditas mas se seguraram por medo. Pelos incômodos que se calaram. Pelas mil e uma brigas evitadas por não querer argumentar.
Por isso... Por mais...
Por tudo.

Ah! Se tudo fosse dito! Se entendessem o porque do ser arredia. Essa proteção que não proteje e só esconde. Talvez as cores voltassem e o medo fosse embora. E o reflexo no espelho sorrisse mais uma vez.
Paçoca
Bala chita de menta
Miojo com tomates e queijo
Estrada e estrelas
Nutela
Licor de chocolate branco
Velas
Tatoo e piercing
Viaduto de Santa Tereza
O ARCO!...
T&S
Canto
TM
Cordel
"Aqueles Dois"
"Acontece"
Nuvens e seus desenhos
Sonhar
Escrever


Ela pensa nisso sempre que se lembra de alguém. O espelho reflete o mesmo rosto, mas algo difere de antes. O pensar? O medo? O viver?
"Existe uma porta mágica que me leve daqui até você?" E sonha...
A garota chora olhando pro céu... Ela procura por uma constelação, mas as suas lágrimas não a deixam ver as estrelas.
Ela porcura uma resposta.
Não sabe por que ainda a procura. Por que percorre as mesmas ruas, agora já tão conhecidas, tão iguais.mas nada é mais como era. Tudo mudou, as pessoas, as ruas, ela mesma. As únicas coisas que não mudaram foram as lembranças, e elas são as coisas mais físicas as quais ela se apega. E afunda.
"Queria crer que vc nunca havia me amado, talvez assim fosse mais fácil te esquecer..." Esquecer? Não acho que seja possível... Não assim, não de repente. Talvez nem nunca. Não sei nem se quer esquecer... Já que se apega tanto as lembranças do que passou...
Na rua uma poça reflete o brilho das estrelas. A menina se olha e não se vê.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

ela digita rápido, escreve aleatoriedades pra tentar se entender. olha de lado, vê seu reflexo no pesado espelho. ele não costumava ficar ali, mas parece ter se encaixado bem ao lugar.
seu olhar é tão pesado quanto o velho espelho. seus olhos estão cheios de lágrimas e ela não sabe porque chora. talvez porque não tenha motivos. talvez por que tenha. talvez só por chorar. quando a gente nunca chora, desaprende o valor do sorriso. ela volta a se olhar, são tantas marcas, tanta vida. são retratos do que passou. ela se reconhece em cada ponto do seu rosto, em cada marca molhada, quente, a pouco tempo deixada.... ha muito tempo criada. e chora. mira sua imagem, novamente, e não se vê. vê marcas, lágrimas, esboços. nada e tudo, ao mesmo tempo. uma imagem opaca de seus próprios sentidos.

versão. Obrigada.
ela digita rápido, escreve aleatoriedades pra tentar se entender. olha de lado, vê seu reflexo no pesado espelho. ele não costumava ficar ali, mas parece ter se encaixado bem ao lugar. seu olhar é tão pesado quanto o velho espelho. seus olhos estão cheios de lágrimas e ela não sabe porque chora. talvez porque não tenha motivos. talvez por que tenha. talvez só por chorar. quando a gente nunca chora, desaprende o valor do sorriso. ela volta a se olhar, são tantas marcas, tanta vida. são retratos do que passou. ela se reconhece em cada ponto do seu rosto, e chora. as lágrimas vão tomando todo espaço até que ela não se vê mais. fica tudo embaçado.
O quarto era frio e pequeno. O espelho, de frente da janela, refletia a pouca luz que entrava por todo o quarto.
Na cama alguém se preparava para levantar.
No criado-mudo um relógio de corda, um livro, um cinzeiro. Cheio.
Na rua barulhos dos que mal esperavam o amanhecer para trabalhar.
Algumas crianças já se caminhavam para a escola.
Ele se levanta, já de cigarro aceso na mão.
Passa de frente ao espelho, nunca para, mas hoje vê-se essa súbta vontade. Se vira, se encara.
Nada.
Talvez seja a fumaça do cigarro, mas ele não consegue se ver.