quinta-feira, 26 de março de 2009

Eu poderia falar que eu gosto de você porque você me faz sorrir...
Porderia falar que eu gosto de você porque quando você sorri me deixa feliz.
Poderia gostar pelo seu olhar que me fascina.
Ou pela sua boca que me seduz.

Eu poderia falar que eu gosto de você porque teu cheiro me envolve e me leva diretamente a lembranças tão fortes que chegam a ser físicas.
Poderia falar que eu gosto de você porque você tem um 'quê' de mistério a se revelar...
Poderia gostar pelas coisas que você fala e faz e que me confortam,
Ou simplesmente porque no seu abraço eu abraço a mim mesma e me sinto bem.

Poderia listar milhões, sim! milhões, de motivos que me fazem gostar de você pelo que você é...

Mas a essencia do gostar, a sutilidade do querer bem, a delicadeza do desejar... Ah! Isso não há palavras que expressem...

E eu gosto justamente pelo indefinível...

segunda-feira, 23 de março de 2009

D(ex)cobertas...

Decobri que eu queria mesmo era sempre poder cuidar de você
Te ter dentro dos meus braços e abraços
No meio do meu sorriso

Descobri que eu queria mesmo era poder te fazer sorrir, secar suas lágrmas e te colocar no colo
Onde dor nenhuma pudesse te alcançar

Descobri que eu te quero como sempre quis
Descobri que ver você sorrir espanta meus medos
Descobri que será sempre assim

Descobri que  você é a única
Descobri que você me faz feliz
Descobri que eu posso esperar

pra sempre

Eu amo você.
Fato.

Eu quero voicê.
Sonho.

Eu desejo você.
Vida...

quarta-feira, 18 de março de 2009

(in)Comum

Hoje é um dia comum, de semana e faz muito calor.

Saí e experimentei roupas que não comprei.

Ouvi pessoas mais do que falei.

Senti perfumes que me trouxeram lembranças, boas, e de você.


Hoje é um dia comum, 'util', não é aniversário, nem data comemorativa, nem é férias...

O sol não saiu detrás das nuvens cinzas, mas o calor foi demais.

Me deu um sede que água nenhuma pode acabar.

Apenas a resposta que não pôde me contar.


Hoje é um dia comum, meu almoço foi comum, minha caminhada foi comum, minhas conversas foram comuns...


Comum como o eu me embriagar nas tuas lembranças para que a tua não presença não me afogue
Comum como a tua falta no meu dia-a-dia.
Comum como lágrimas ante uma canção
Comum como lembranças ante um sabor
Comum como o meu desejo, por você...

Comum como todo o amor que sinto e comum como o não te ter...

Queria sair um pouco da mesmice...
Queria saborear teu gosto, teu cheiro, você.

sábado, 14 de março de 2009

Hoje eu acordei.

Acordei suando frio de um sonho ruim.
Minha família me rejeitava e eu sofria.
E o abrigo e proteção que consegui vinham exatamente de quem eu precisava,
meus amigos.

Amigos que podem não ter tanto tempo assim, mas que já me cativaram, amigos mais antigos que já tinham seu espaço reservado no meu querer bem, amigos que podem não ter uma intimidade tão grande, mas que são mesmo assim parte de um apoio que me
compõe.

Hoje eu acordei triste e carente e com medo.
Medo do que iria sofrer se isso realmente acontecesse.
Mesmo sabendo da proteção e carinho que receberia da minha outra família,
a que eu escolhi.

Quando acordei o céu nublado não conseguia diminuir o calor que o sol mandava. E o senti todo. Calor, abafamento, sufocamento... Esse sonho me fez entrar em crise,
por mais que fosse somente um sonho,
os sentimentos eram tão fortes
que saltaram dele pro meu acordar
e eu chorei num choro calmo e tranquilo
tudo o que tenho guardado dentro do peito,
toda dor,
toda mágoa,
toda falta...

Acordei num misto de raiva e alegria.
Eu sei que tenho amigos que me apoiariam, mas mesmo assim, tenho medo do tanto que meu coração pode doer.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Flores(ser) - O Antes

Lembranças...

Quem um dia vai entender que elas são o que eu sou...
Se fico triste lembrando é porque eu quero sorrir pensando no que já enfrentei e consegui.
Essas coisas não sáem da minha cabeça, do meu corpo, do meu coração, do meu espírito...
Não sái de mim...

Não vai embora e nem queria que fosse...
Isso tudo sou eu, simples e complexamente.
Tive vontade de sair por aí, correr, gritar, chamar, chorar, sorrir.
Tive vontade de ouvir... Ouvir ouvir ouvir...
Escutar tudo o que viesse de você, cada caso, cada casa, cada tropeço-vitória-ânsia.
Cada minúcia que por acaso quisesse me contar.
Estaria ouvindo, calada, sorrindo.
Tive vontades...
Tive esperanças...
E matei-as uma por uma. A sangue frio. Com muita dor...
Pra mim.

Sou forte, sou triste, sou nostálgica, sou confusa, sou medrosa, sou saudosista, sou megalomaníaca, sou responsável e 'in', sou uma muralha e sou fraca, fraca, fraca.
E só.
Não por não ter ninguém comigo, ao lado, por perto, pensando, torcendo...
Mas por ser humana, e saber que as escolhas e colheitas são minhas.
E minha culpa. Caso perca, caso ganhe.

Não sou só por dispensar companhias que me são tão agradáveis e tão especiais.
Sou só por saber que ninguém jamais vai entender por completo o que sou eu.
Como eu nunca vou entender o que é cada um dos que quero bem.
E quis...

Somos únicos e singulares e tudo o mais que estamos cansados de ouvir.
Mas hoje eu percebi que somos sós. Por mais íntima que alguém possa ser, por mais que possa compreender e respeitar, sempre temos algo só nosso que as outras pessoas se recusam a entender.

Não digo isso com tristeza. É simplesmente o que eu sou. E ninguém tem que se preocupar com isso. Talvez porque é o que me faltava aceitar, tenho sido gentil esperando coisas em troca. E para quê? Não quero nada em troca, nem que reparem na minha gentileza. Assim sou e faço porque é o que necessito fazer. Como vivo, como me aceito.
Sou assim, ame ou odeie.
Não faço tudo o que falo... Mas tenho tentado ser o mais justa possível com minhas palavras.
Não sou perfeita, mas identifico meus erros e corro atrás para saná-los.

Meus defeitos são também bases para toda a minha estrutura.
Nem por isso mantenho-os.
Nem por isso acabo com eles.

Um dia de cada vez, um passo a cada vez, um erro, um problema, uma coisa de cada vez. Esperando, sorrindo, chorando... Tudo no seu tempo. Tudo na sua hora. Tudo na medida certa pro coração não amolecer demais e nem virar rocha. Tudo como deve ser... Naturalmente...